sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Futuro passado

Sensibilidade que fracassas

ponteiro que me atrasas

meu tempo vais obscurecendo

meu futuro já esta sendo

ontem ou hoje é indolor

o que importa é insignificante

alucinogénias as vidas

que em teias são intocadas

permanecerei neste futuro

em que no passado já me matavas!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Estou aqui

Estou aqui

Estranho ser que me confrontas!

Sem luz nem esperança, fecho a janela,

não te vejo a cara.

Sei que sofres lá fora ao luar.

Sentado na sombra da lua,

esperas por um sentido,

por um sinal vindo de mim.

Não sei o que queres,

não sei o que te dar.

A noite é longa e continuas à espera.

Longe, longe vai o vento,

que te sopra no ouvido.

Poderei uma noite,

subir as estrelas,

encontrar esse vento

e dizer-te:

Estou aqui!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Porquê?

Porquê?

Porque me olhas

se meus olhos não queres ver,

se meu coração não queres partir,

se meu cheiro não queres sentir?

Olhas-me por pena?

Olhas-me por caridade?

Não sebes que meu coração,

rebenta de tanto bater?

Bate descompassado,

desalinhando todos os meus movimentos.

Eu tento parar esta fúria

eu grito a mim mesma

eu fecho os olhos para que estes não te olhem,

mas a tua luz ilumina-os mesmo no escuro.

E embriagada

pela ausência do teu contacto

caminho

desalinhada

na tua direcção.

Mas sinto que me olhas só por olhar.

Porque não me recebes quando para ti caminho?

Será por seguir desalinhada?

Será que te assustas,

com a minha embriaguêz?

Porque não páras de me olhar assim?

Será que não entendes que assim tenho esperança

que desças um dia desse teu pedestral

e que teus braços abras

para me segurar

e que teus olhos feches

para me beijar

e que ao teu peito me aconchegues

só para me embalar.

Vou vivendo assim

com um aperto no coração

de esperança atormentado!

Vou fazendo esta pergunta:

Porque me olhas apenas?

Porquê?



sábado, 2 de fevereiro de 2008

Grande dia

Pois é, hoje é o grande dia. O dia que me recebeu, que me deu luz e ar para respirar, o dia dos meus anos, o primeiro dia destes 32 anos.A vida ultimamente não tem sido muito amável, mas também sei que poderia ser muito pior, tenho os meus filhos que são o melhor presente que Deus me deu e tenho muitos amigos, uns mais amigos que outros, mas todos amigos.
Não tenho andado muito inspirada, daí ter o blog um pouco parado, de qualquer modo, tenho algumas novidades, espero que gostem!

Um bom ano para todos os que têm paciência para me aturar e ler estas minhas "palavras escritas a toa"

Um bom ano também para os que não me aturam! :)
PS. sorte a vossa!



A Minha luz

Espero-te no meu templo
pois não sinto o meu espaço
acho que anda perdido
no meio do embaraço

Espero-te na minha noite
pois não sinto sono
acho que anda perdido
nas asas de algum sonho

Espero-te no meu caminho
pois não sinto que piso chão
acho que anda perdido
para lá da confusão

Espero-te no meu corpo
pois não sinto seus movimentos
sei que anda perdido
de todos os seus sentimentos

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Danças ao sentido da lua!

Danças ao sentido da lua cheia e danças sem medo de cair.

Tens como desejo a sua companhia e sentes que ela é o teu lar.

Na sua sombra danças em movimentos lentos

como se de um suspiro se tratasse.

Constróis imagens suspeitas, imagens controladas pelas tuas crenças, mas a lua não dança ao teu ritmo e embala te com promessas de novos ritmos que sabes não serem permitidas nesta tua dança.

Sentes-te embriagada sem vontade de parar, mas, a dança continua!

Sentes-te dormente, com os passos perdidos nesses novos ritmos que tenderão fazer te cair e

vais caindo lentamente e vais descendo a ravina e vais suspirando durante a queda e tudo dança e tudo se move e tudo se perde no tempo.

Danças ao sentido da lua cheia sem medo de cair, pois sabes que és forte na queda e a queda é lenta e a queda não te faz doer!


terça-feira, 27 de novembro de 2007

Desespero

Abres a porta do desespero e curvas te perante o nada, olhas no fundo do túnel mas o que vês não te assusta, já nada te diz nada!
Não há desespero que te mova os sentidos!
Não sentes em ti pena de nada seres?
Não sentes em ti pena de nada sentires?
A tua existência já nada é!
A tua existência foi apenas uma confusão, por isso abres a porta do desespero!
Mas já nada te desespera!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Já nada é como antes!

Já nada é como antes
Já ninguém vê com olhos de ver, ninguém ouve com ouvidos de ouvir, ninguém fala com voz de falar, ninguém sente com sentido de sentir, ninguém prova com vontade de comer.......todos vemos com os olhos dos outros, ouvimos com ouvidos moucos, falamos com palavras surdas, sentimos com sentimentos acabados e provamos com bocas sujas.......imagens trabalhadas, sons misturados, sentimentos baralhados........já nada é como antes!