terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tu que eu nunca vi


Hoje senti saudades
saudades do toque da tua mão
daquela que nunca me tocou
senti saudades do teu cheiro
esse que nunca me invadiu
os meus cabelos soltos
gritaram-me todo o dia
sentem a falta dos teus dedos
esses que nunca o soltaram
hoje foi um dia estranho
parece que não fui eu que o vivi
hoje fui o teu andar
esse que os meus olhos nunca viram
o meu peito sempre gelado
sentiu a falta do teu calor
esse que nunca me aqueceu
por isso hoje senti saudades
saudades de tudo em ti
esse tu que eu nunca vi

5 comentários:

cardilium disse...

Enseada


O fundo dos meus olhos cala um choro inadequado,
Uma enseada da passagem do Bojador à Esperança,
Que cala mil ninfas enfeitiçadas,
Venenosas, arrebatadas,
Pecados meus má fortuna.
O fundo dos meu olhos calam lágrimas e sal,
E um mar revoltoso.
No fundo dos meus olhos existe uma revolução,
Ainda crente na igualdade,
E exonerada de facilitismo,
Existe um bailado balançado de músicas lindas,
Música conteúdo e forma,
Ou não seria balanço.
No fundo dos meus olhos existe um trilho para o coração,
Vermelho vivo de motim,
Lilás brando de sentido.
Existe um fado de lágrimas,
E um amor de sorrisos.
No fundo dos meus olhos existe solidão,
Decididamente solidão,
Paixão,
Paredes brancas,
Sexo,
Momentos.
E novamente eu.
Com tudo o que existe no fundo dos meus olhos escondido,
Existo.

Mariana Lopes disse...

não é preciso grandes comentários quando uma única palavra diz tudo, perfeição.

Vieirinha disse...

bem k texto k poema...
escreves com alma falas com o coraxao esta lindo isto k escreves meu doce... eu, eu estou sempre por este lado porque comeco a ficar teu fa acredita que comexo....
bjinho de quem te esta a conhecer sem nunca te ter conhecido antes...
es linda

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Vict9r disse...

É msmo assim,...
Nao é preciso ver para sentir saudades...ou alguma coisa mais